quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Como comprar um computador ? Dicas.
Entendendo Processadores
As duas maiores fabricantes de processadores são a Intel e aAMD.
Cada uma dessas empresas adota um determinada nomenclatura para passar algumas informações ao consumidor a partir do nome do processador. Aparentemente a nomenclatura desses processadores é um tanto que confusa, mas com um pouco de atenção e conhecimento podemos identificar muitas de suas características.
Vamos começar pelas dicas da Intel.
Todo processador Quad Core ( que possui 4 núcleos ) começa com a letra Q, de Quad. Por exemplo: Q9550, Q8400s, Q9300…
Todo processador Dual Core ( que possui 2 núcleos ) começa com a letra E. Por exemplo: E7500, E6750, E4700…
A nomenclatura dos Core iX é dividida hierarquicamente da seguinte forma:
Core i7: Processadores de alto desempenho ( e alto custo);
Core i5: Processadores de desempenho intermediário;
Core i3: Processadores de desempenho básico ( mas não é um Celeron da vida );
Se o processador for um Atom significa que ele foi feito para netbooks ( aqueles EeePCs da vida )
Se for um Xeon, significa que ele foi feito para servidores
Se o processador que você for comprar tiver o nome Celeron no meio, significa que este é um processador de baixo desempenho e baixo custo, digamos que ele seja uma versão “castrada” de um processador melhor. Esses Celerons normalmente acompanham aqueles computadores que são vendidos por R$ 799,00 nas Casas Bahia. ( Celerons podem ser dual core ).
Agora que você entendeu a nomenc latura da Intel, vamos entender a da AMD ( note que a AMD sempre possui processadores equivalentes aos da Intel ).
Todo processador que terminar com X2, X3 e X4 possui 2,3 e 4 núcleos, respectivamente. Por exemplo: Athlon 64 X2 4400.
Observe que sempre ao lado, no nome de um processador AMD, vai existir uma numeração. Essa numeração não significa a frequência ( ou velocidade ) do processador, é apenas a indicação do modelo.
As versões que possuem FX no final do nome têm o multiplicador liberado, sendo ideais para overclock.
Se você comprar um processador e o nome dele for Sempron alguma coisa, você estará levando um processador ultra básico para casa. Com memória cache e single core ( único núcleo ( nenhum processador Sempron é Dual Core)
Processadores Phenom são os concorrentes diretos do Core iX da Intel. Exitem os Phenom e os Phenom II ( o II é o melhor ). Eles são processadores de alto desempenho ( custam bem menos que os Core iX ).
Os processadores Turion são aqueles feitos para notebook.
Se for um Opteron, significa que ele é um processador feito para servidores, assim como o Xeon da Intel.
Mas afinal, quais são os melhores processadores de cada fabricante? Quando for comprar não analise somente o clock do processador, pois o clock é apenas uma parte do conjunto. Muitos vendedores por ai estufam o peito e dizem “leve esse processador, ele é 3.2 e é melhor que aquele 2.6 ali”, e é aí onde mora o perigo, pois o de 3,2 pode ser um Celeron, enquanto o 2,6 seria um Dual Core, e como vimos o Celeron pede água na frente de um Dual Core convencional.
Quando sair às compras, analise o processador que possuir o maior número, no caso dos Intel e dos AMD’s mais recentes (Dual, Quad Core e iX; Phenom II e Athlon II). Por exemplo:
E8400, E8500, E8600… Qual o melhor? O que possuir o maior número.
Phenom II X4 920 e Phenom II X4 955. Quem é o melhor? O de maior número.
Só tome cuidado para não analisar processadores diferentes, veja no exemplo que só comparei processadores da mesma familia, pois possuem a mesma arquitetura. No caso da Intel, não misture E com Q ou i7.
Acretido que com essas dicas você poderá ter uma idéia geral do uso e de algumas características dos processadores. Dúvidas ? Ponha nos comentários.
domingo, 25 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
Quanto custa um POLITICO no Brasil?
Quando ganha um professor II

OIT e a Unesco dizem que o Brasil é um dos países com o maior número de alunos por classe.
”O professor brasileiro é um herói. Batalha com afinco contra tudo e todos em prol de uma educação de qualidade em um país que não se importa com o tema, ensinando em salas hiper-lotadas de escolas em péssimo estado de conservação. Tem de trabalhar em dois ou três lugares, com uma carga horária exaustiva. Ganha um salário de fome, é constantemente acossado pela indisciplina e desinteresse dos alunos e não conta com o apoio dos pais, da comunidade, do governo e da sociedade em geral.”
O Mundo inteiro reconhece que o desenvolvimento de uma nação é diretamente proporcional ao investimento em educação. Exemplo veemente desta relação é a Coréia do Sul, país localizado no Sudeste asiático que no passado elegeu a educação como uma das prioridades de sua política de governo e atualmente colhe os resultados. Em 1960, a renda per capita da Coréia era a metade da dos brasileiros - em 2000, ela era mais do que o dobro. Isso ocorreu porque a partir de 1962 este país resolveu investir maciçamente em educação - básica e universitária, além de dar ênfase à promoção das exportações. Isso representou ampliação do numero de escolas e criação de incentivos para estudantes de engenharia e de cursos técnicos.
Até os EUA, referência de desenvolvimento e qualidade de vida no Ocidente, aponta a necessidade de fazer mais investimentos em educação, o que atesta sua importância para o progresso das nações. Na campanha à presidência dos EUA, por exemplo, O ex- candidato democrata Al Gore anunciou como uma de suas principais metas a elevação do nível educacional no país, ampliando de 13 para 16 o número de anos de ensino. Na Europa, esse número corresponde a 12 anos, enquanto a América Latina apresenta uma média de ensino de sete anos. Nossos índices nesse campo são muito ruins - apenas 5 anos, o que indica que o país ainda não elegeu a educação como prioridade.
No Brasil podemos registrar alguns projetos que foram fundamentais neste setor, embora ainda sejam necessárias muitas outras medidas. Além da Lei de Diretrizes Básicas da Educação, podemos citar o Fundef, que foi um grande avanço, possibilitando a universalização do ensino fundamental. É evidente, no entanto, que qualquer esforço para a melhoria da educação em nosso país passa pela valorização do trabalho do professor e a garantia de melhores condições de trabalho para este profissional.
O Dia do Professor, comemorado em outubro, representa uma oportunidade não apenas para homenageá-lo como também para refletir sobre o papel deste profissional, desde a "professorinha" do primeiro grau, dedicada e simples, do mais longínquo rincão do Brasil, até o mestre dos cursos de Mestrado e Doutorado de nossas universidades. Sem exagero, podemos dizer que o professor é um verdadeiro "condutor de almas", quem tira das trevas aqueles que precisam saber, conhecer. O professor é um pouco do general que conduz os exércitos para a batalha - só que para a batalha do conhecimento, do saber. O professor brasileiro de primário é um dos que mais sofre com os baixos salários, mostra pesquisa feita em 40 países pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) divulgada , em Genebra, na Suíça. A situação dos brasileiros só não é pior do que a dos professores do Peru e da Indonésia.
Um brasileiro em início de carreira, segundo a pesquisa, recebe em média menos de US$ 5 mil por ano para dar aulas. Isso porque o valor foi calculado incluindo os professores da rede privada de ensino, que ganham bem mais do que os professores das escolas públicas. Além disso, o valor foi estipulado antes da recente desvalorização do real diante do dólar. Hoje, esse resultado seria ainda pior, pelo menos em relação à moeda americana.
Na Alemanha, um professor com a mesma experiência de um brasileiro, ganha, em média, US$ 30 mil por ano, mais de seis vezes a renda no Brasil. No topo da carreira e após mais de 15 anos de ensino, um professor brasileiro pode chegar a ganhar US$ 10 mil por ano. Em Portugal, o salário anual chega a US$ 50 mil, equivalente aos salários pagos aos suíços. Na Coréia, os professores primários ganham seis vezes o que ganha um brasileiro.
Com os baixos salários oferecidos no Brasil, poucos jovens acabam seguindo a carreira. Outro problema é que professores com alto nível de educação acabam deixando a profissão em busca de melhores salários.
O estudo mostra que, no País, apenas 21,6% dos professores primários têm diploma universitário, contra 94% no Chile. Nas Filipinas, todos os professores são obrigados a passar por uma universidade antes de dar aulas.
A OIT e a Unesco dizem que o Brasil é um dos países com o maior número de alunos por classe, o que prejudica o ensino. Segundo o estudo, existem mais de 29 alunos por professor no Brasil, enquanto na Dinamarca, por exemplo, a relação é de um para dez.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o salário médio do docente do ensino fundamental em início de carreira no Brasil é o terceiro mais baixo do mundo, no universo de 38 países desenvolvidos e em desenvolvimento. O salário anual médio de um professor na Indonésia é US$ 1.624, no Peru US$ 4.752 e no Brasil, US$ 4.818, o equivalente a R$ 11 mil. A Argentina, por sua vez, paga US$ 9.857 por ano aos professores, cerca de R$ 22 mil, exatamente o dobro. Por que há tanta diferença?
O professor exerce papel fundamental na formação das pessoas, comparável ao da própria família, na tarefa de transmitir valores e conhecimentos responsáveis pela definição dos destinos de cada um. Da alfabetização ao ensino de conceitos físicos ou filosóficos, das primeiras operações à solução de equações complicadíssimas, é o professor quem abre novas perspectivas de vida para as pessoas. Por este motivo, é necessário que sejam valorizados na mesma proporção do que representam para a sociedade, para o país.
O Brasil precisa, portanto, definir urgentemente políticas de educação, com o estabelecimento de metas factíveis que possam, efetivamente, amenizar esta cruel forma de exclusão, que é o analfabetismo e a falta de qualificação profissional. Só assim o país poderá vislumbrar um futuro mais promissor.
Fonte aqui